Conheça o combustível ecológico que é mais barato e eficiente do que o GNV

Para fugir do alto preço da gasolina e do etanol, quem trabalha com transporte de passageiros, como taxistas e motoristas de aplicativos, acabava recorrendo ao Gás Natural Veicular (GNV). No entanto, até esse combustível tem pesado no bolso. A alternativa agora, para cada vez mais profissionais, é o biogás (GNC). Quem tem kit-gás pode usá-lo sem problemas.

Em abril, a Petrobras anunciou aumento de 39% no GNV para as distribuidoras. O preço ao consumidor final, de acordo com um levantamento feito pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) feito na última semana de maio, já chegava a R$ 4,199 em alguns pontos da cidade do Rio de Janeiro. Diante disso, apesar de não se uma solução nova, o biogás tem se popularizado por render mais e ser mais barato.

O motorista de aplicativo Glauber dos Santos, de 32 anos, conta que começou a abastecer com biogás por indicação de colegas de profissão. Segundo ele, que tem um carro 1.0, com cilindro de oito metros cúbicos instalado, enquanto consegue percorrer 120 quilômetros com o “tanque cheio” de GNV, faz 150 quilômetros com biogás.

— Nesses 30 quilômetros de diferença, eu consigo fazer de R$ 30 a R$ 50 em corridas. Além disso, o preço do biogás é mais em conta. Tenho abastecido por R$ 3,99 o metro cúbico, enquanto pagaria R$ 4,15 pelo GNV. São centavos que ao final do mês fazem muita diferença — compara.

O diretor comercial da indústria de cilindros MAT, Jorge Mathuiy, explica que enquanto o GNV tem o gás metano como fonte, podendo ser retirado de fontes associadas ao petróleo, por exemplo, o biogás tem características similares, mas é extraído de matérias orgânicas — aterros sanitários, compostagens e bagaços de cana de açúcar, entre outros. Por isso, é conhecido também como gás verde.

Após a extração, esse gás sustentável é comprimido e colocado em um caminhão para ser levado diretamente ao usuário, que pode ser um posto, uma indústria, ou ser injetado em um gasoduto.

— Hoje, cerca de dez postos no Rio oferecem a solução, mas até o fim do ano esse número deve aumentar bastante, já que o biometano tem um custo de aquisição mais barato e é completamente seguro — diz Mathuiy.

Wallace Reis, que é proprietário de seis postos no Estado do Rio, diz que começou a oferecer biogás há um ano por ter uma eficiência maior.

— Muitos clientes nem sabem que estão abastecendo com biogás. Não se dão conta da diferença porque o abastecimento é semelhante ao GNV, mas retornam porque percebem o resultado no carro, veem que desenvolve mais — conta.

Outro benefício do GNC é a maior segurança: por ser mais leve do que o ar, em caso de vazamento, o gás se dissipa rapidamente, o que reduz o risco de explosões e incêndios. Enquanto o álcool se inflama a 200ºC, e a gasolina a 300ºC, para que o biogás se inflame, é preciso que seja submetido a uma temperatura superior a 620ºC.

Na maioria dos postos, porém, a identificação do gás verde não é clara. É preciso perguntar ao frentista se a opção está disponível ou observar na bomba se fornecedor é uma das empresas que distribuem o combustível, por exemplo a Neogás.

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