Rede Energia quer chegar a 50 postos de abastecimento em três anos

Cadeia low cost mostrou-se resiliente aos efeitos da pandemia nos combustíveis. Apesar das restrições de funcionamento prevê aumentar vendas para 70 milhões de litros até ao final deste ano.

 

A Rede Energia tem postos de abastecimento de combustíveis espalhados de norte a sul do país.

 

A Rede Energia, cadeia de abastecimento de combustíveis low cost, tem um plano de expansão para os próximos três anos que prevê a abertura de 15 novos postos, a somar aos 35 que atualmente explora no país, do Minho ao Algarve. Segundo revela Nuno Castela, administrador da empresa, o objetivo é garantir “cinco novas posições por ano, entre aquisições e construção de novas unidades” até ao final de 2023, sendo que destas 15 há nove que já estão mesmo contratualizadas.

Apesar da pandemia, os projetos de crescimento são para manter e estão já em curso, mas o gestor admite que o início de 2021 será marcado por uma quebra nas vendas, semelhante à que se verifica desde o início do surto. Com a chegada da vacina e a adaptação da população a esta nova realidade, na primavera de 2021, Nuno Castela prevê que as vendas iniciem um percurso de recuperação e se aproximem da habitual performance.

Os dados da Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis revelam que, entre março e setembro deste ano, as vendas de gasóleo no país caíram 16% face ao período homólogo de 2019. Na gasolina, a descida foi 18,5%. O impacto da pandemia “é significativo” na venda de combustíveis, sublinha Nuno Castela. Mas setembro já trouxe uma nova aragem, tendo-se verificado uma recuperação global do negócio de 5,38% quando comparado com o mesmo mês do ano passado.

Naturalmente, a Rede Energia não passou ao lado da tendência observada nesta atividade desde o início do confinamento. Como adianta o gestor, “observa-se uma quebra acentuada nas regiões mais expostas ao turismo e, por setor, a maior queda verifica-se nos prestadores de serviços na área de transporte de passageiros, transfers turísticos, rent-a-car, e em todas as empresas que trabalham para a hotelaria e a restauração”. E recorda que “todas as restrições legais impostas ao nível de horários e da impossibilidade de comercializar referências alcoólicas implicam que, também na área da conveniência, se tenham observado quebras acentuadas”.

Low cost de origem

Neste contexto, a Rede Energia prevê encerrar o ano de 2020 com um volume de vendas da ordem dos 70 milhões de litros de combustíveis, um crescimento de 7,6% % face aos cerca de 65 milhões registados em 2019. Este incremento é justificado pelo crescimento da rede (abriram dois postos de abastecimento neste ano) e também pela aposta no conceito de baixo custo. Segundo Nuno Castela, a Rede Energia é a “verdadeira cadeia de abastecimento de combustíveis low cost” e, por isso, garantiu uma maior resiliência à crise provocada pelo novo coronavírus. Como afirma, “o facto de termos bastante elasticidade no que se refere a alterações de política comercial e particularmente de pricings, permite-nos adaptar à realidade de cada mercado e realizar os ajustes necessários”.

Lançada há 11 anos, a cadeia apostou desde o início em partilhar a margem de lucro com os clientes, o que resulta “num desconto adicional para os mesmos, quando comparado com outras marcas conhecidas”. Como sublinha, “o conceito low cost não é relacionado com a qualidade, mas com o preço que se pratica. Não são de menor qualidade em nada”. Aliás, avança, a Rede Energia foi a primeira cadeia “de postos de abastecimentos low cost a comercializar combustíveis premium” e essa aposta tem ajudado a fidelizar clientes. “São as referências com melhor preço/qualidade do país”, assegura Nuno Castela.

A rentabilidade do negócio assenta na quantidade de combustível vendida. Como refere, “quando o cliente se apercebe que pode comprar o mesmo produto a um preço mais económico, as vendas disparam”. Em 2019, a cadeia vendeu uma média de 178.000 litros/ dia, o que representa cerca de 9000 vendas/dia em combustíveis.

Rede solidária

Em novembro, a Rede Energia lançou a campanha “Depósito Solidário” para apoiar a Rede de Emergência Alimentar, do Banco Alimentar Contra a Fome, a mitigar o impacto que a pandemia está a ter nas famílias portuguesas. Por cada 3000 litros de combustível vendido, doa uma ceia de Natal. Neste momento, já estão asseguradas mais de mil refeições natalícias, mas o objetivo é atingir as 3500. “Queremos ajudar quem mais precisa, e queremos que os nossos clientes também ajudem quem mais precisa”, diz Nuno Castela. A metodologia de entrega das refeições será delineada com a Rede de Emergência Alimentar, assim que terminar a campanha, a 20 de dezembro.

 

 

Fonte: https://www.dinheirovivo.pt/empresas/rede-energia-quer-chegar-a-50-postos-de-abastecimento-em-tres-anos-13129241.html

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