O refino antecipado

Refinaria do Rio de Janeiro, a Refit adota há um ano determinação da ANP para produzir combustível que será exigido em 2022.

 

Crédito: Divulgação

 

Desde a segunda-feira (3), os postos de combustível no País passaram a oferecer uma nova geração de gasolina, mais eficiente e alinhada ao padrão internacional de qualidade. A nova regra estabelece índice mínimo de 92 para octanagem RON (Research Octane Number), o que resulta em maior eficiência de combustão. Algumas empresas, no entanto, já estavam bem preparadas para essa mudança. A Refit, primeira refinaria privada do Rio de Janeiro, nem precisou esperar a determinação da Agência Nacional do Petróleo (ANP) para oferecer gasolina com mais qualidade. A refinaria carioca produz, há pelo menos um ano, o combustível com RON 93 e que passará a vigorar somente em janeiro de 2022, segunda etapa do processo de mudança no combustível determinado pela ANP.

“Nossa preocupação sempre foi em oferecer uma gasolina que fosse superior à exigida pela especificação e garantir mais performance a partir de nosso produto”, disse o presidente da Refit, Jorge Monteiro. “Sempre procuramos olhar muito acima dos requisitos mínimos.” Segundo o dirigente, a mudança estabelecida pela ANP não resultará em aumento de preço por parte do combustível distribuído pela Refit. “Não faz sentido qualquer tipo de reajuste agora por causa de mudança de especificação, já que os custos estão contemplados na produção da nossa gasolina com qualidade superior”, afirmou.

 

Monteiro disse que a companhia já conseguiu restabelecer, desde julho, os índices de consumo de seus produtos, que chegaram a cair 30% nas primeiras semanas, após o início do isolamento social, entre março e abril, para volumes regulares aos comercializados no cenário pré-Covid-19. A maior parte dos produtos da Refit é comercializada pela Fit Distribuidora, que conta com três bases de distribuição em São Paulo e duas no Rio de Janeiro e abastece os principais postos de bandeira branca dos dois estados.

A Refit, que nos últimos 10 anos investiu R$ 92 milhões para aumentar a capacidade de produção, fechou 2019 com 628 milhões de litros produzidos de gasolina A, que, após envio ao distribuidor, chega às bombas de postos de combustível do País como gasolina comum. Desse total, R$ 7 milhões foram destinados para equipamentos para laboratório de pesquisa com 400 metros quadrados, na unidade da refinaria, que fica na cidade do Rio de Janeiro, onde são desenvolvidos novos produtos, além de gasolina e diesel fornecidos pela refinaria. A perspectiva é fechar 2020 com investimentos da ordem de R$ 35 milhões em pesquisas e desenvolvimento, além da expansão de 15% da capacidade de produção, para chegar a 720 milhões de litros anuais de gasolina.

 

Fonte: https://www.istoedinheiro.com.br/o-refino-antecipado/

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