Após queda nas vendas devido ao coronavírus, gasolina pode ser encontrada a R$ 3,69 no DF

 

Segundo sindicato dos estabelecimentos, movimento nos postos caiu 60%. Dados da ANP mostram redução de 11% nos preços em quatro semanas.

Em meio à pandemia do novo coronavírus e com a diminuição no movimento de pessoas nas ruas, o preço da gasolina despencou no Distrito Federal. Até o início do mês passado, o combustível podia ser encontrado a R$ 4,19 na capital. Já nesta segunda-feira (6), era possível comprar o litro a R$ 3,69.

Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o valor médio da gasolina no DF, até sábado (4), era de 3,95. O valor representa queda de 11% nas últimas quatro semanas. É também o menor índice desde fevereiro do ano passado.

De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes do DF (Sindicombustíveis-DF), Paulo Tavares, a queda nos preços é reflexo do “desespero” de empresários em meio à queda de 60% nas vendas devido à pandemia.

“Baixa o preço para ver se busca cliente. Quem tá vendendo a R$ 3,69, R$ 3,79, tá tendo prejuízo. Não cobre nem o custo.”

Momento difícil

No dia 24 de março, a Petrobras anunciou redução de 15% no preço da gasolina nas refinarias. No entanto, segundo Paulo Tavares, o valor mais barato não tem chegado aos postos.

“Por conta da crise, as distribuidoras resolveram aumentar a margem de lucro. Então, essas reduções não têm chegado integralmente”, afirma.

De acordo com o presidente do sindicato, as baixas vendas e o preço menor colocaram os empresários em situação difícil e causaram “demissão generalizada” nos estabelecimentos. “Temos que quitar a folha de pagamento, mas não tem dinheiro.”

No mês passado, os donos de postos e os funcionários chegaram a assinar um acordo coletivo que reduzia a jornada de trabalho e os salários. Além disso, previa que os estabelecimentos funcionariam apenas de segunda a sexta, das 7h às 19h.

Uma semana depois, no entanto, o acordo foi revogado porque decisões judiciais permitiram o funcionamento dos postos no horário normal. À época, o sindicato alegou que a medida pretendia dar “segurança jurídica” a empresários e trabalhadores.

Queda na circulação

Um estudo feito pelo Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF) aponta que, desde o início das medidas de isolamento social na capital, a circulação de veículos teve queda de 56%. Os dados são referentes ao período entre 11 e 29 de março.  Em média, houve redução de 54,4% de veículos nas vias durante os dias úteis, diz o departamento. Já nos finais de semana, a redução chegou a 61,5% em comparação ao período antes da pandemia.

Fonte: G1 DF

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